Câmara aprova criação de programa de apoio psicológico a famílias de crianças com deficiência

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Projeto do Legislativo propõe atendimento humanizado e fortalecimento da rede de apoio às famílias após o diagnóstico

A Câmara Municipal de Lorena aprovou, em primeira e segunda votação, nas sessões realizadas na noite de segunda-feira (10/11), o Projeto de Lei (164/2025), de autoria da vereadora e presidente Dra. Élida Vieira (PODE) e do vereador Bruno Ribeiro (Bruninho Ribeiro – Republicanos), autorizando o Poder Executivo a instituir o Programa de Acolhimento e Suporte Psicológico destinado a mães atípicas, pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes diagnosticados com deficiência. A medida seguirá para avaliação da prefeitura.A iniciativa foi inspirada nas discussões do I Fórum Municipal “Nanismo, Educação e Inclusão para Todas as Deficiências”, realizado no município, que destacou a necessidade de fortalecer o acolhimento emocional às famílias logo após o diagnóstico.

A proposta tem como propósito oferecer atendimento psicológico humanizado e imediato às famílias no momento do recebimento do diagnóstico, buscando minimizar o impacto emocional e fortalecer a rede de apoio.

O texto prevê que o programa funcione de forma integrada com as políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Entre os principais objetivos do projeto estão garantir acolhimento psicológico a pais e responsáveis no momento do diagnóstico, fornecer informações acessíveis sobre a deficiência e sobre os direitos e serviços disponíveis na rede pública, orientar as famílias sobre como acessar os recursos terapêuticos e educacionais existentes no município e na região, além de incentivar a formação de grupos de apoio e troca de experiências entre famílias que vivenciam situações semelhantes.

O projeto também autoriza o governo municipal a designar equipes multidisciplinares, compostas por psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais, para o atendimento inicial, além de firmar parcerias com hospitais, clínicas e laboratórios que realizam diagnósticos, com a finalidade de direcionar as famílias ao serviço municipal de acolhimento.

Durante a discussão do projeto, Dra. Élida Vieira, destacou a importância da iniciativa e reforçou o caráter humano da proposta. “É cuidar de quem cuida, e o projeto nasceu de escutas. Os familiares precisam ser acolhidos e amparados pela prefeitura e demais órgãos”.