Câmara de Lorena aprova projeto que institui cordão de identificação para pessoas com deficiência visual

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Proposta de autoria do vereador Beto Pereira (PSD) estabelece diretrizes para ampliar o reconhecimento, o respeito e a acessibilidade no município

Um cordão pode representar muito mais do que um simples acessório: pode facilitar a identificação, garantir mais segurança e promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Com esse objetivo, a Câmara Municipal de Lorena aprovou, em duas discussões e votações realizadas nas sessões de segunda-feira (6/7), o Projeto de Lei nº 64/2026, de autoria do vereador Carlos Alberto Pereira (Beto Pereira – PSD), que institui diretrizes para o reconhecimento e a conscientização acerca do uso voluntário de cordões de identificação no município.

A proposta ainda pretende ampliar a conscientização da população sobre as diferentes condições de deficiência visual, promovendo inclusão, acessibilidade, respeito e atendimento mais adequado às pessoas com deficiência. “Terão as cores e o grau da deficiência visual. Por exemplo, o cordão verde vai ser para quem tem baixa visão. Não é cego, mas tem alguma dificuldade de visão. Através desse cordão, queremos dar mais segurança, mais voz a essas pessoas e orientar toda a sociedade”, explicou Beto.

De acordo com o projeto, o uso do cordão será facultativo e possui caráter exclusivamente indicativo. “Vai ser doado às pessoas que têm a necessidade, através da Secretaria da Pessoa com Deficiência. Através de uma emenda impositiva de minha autoria, que eu estou concedendo para a secretaria, onde vai ser feito todo esse trabalho e pagas todas essas despesas”, completou.

Para a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Tatiane Rodrigues, que acompanhou a votação do projeto, a iniciativa representa um importante avanço para a inclusão. Ainda segundo ela, o município é pioneiro no Brasil ao adotar o cordão. “Mais uma vez, sai à frente com esse projeto dos cordões para a pessoa com deficiência visual. Temos cordões de identificação para autistas, deficiências ocultas, mas ainda não existia para a pessoa com deficiência visual. Outras cidades do país não têm essa lei. Lorena é pioneira e vai servir de exemplo”.

O estudante do último ano do curso de Publicidade e Propaganda, João Lima, de 21 anos, estagiário na Câmara Municipal e com baixa visão, enfatizou a relevância da lei. “É uma forma de se sentir mais seguro no momento da identificação. Para quem tem cegueira total, também é bom, porque algumas pessoas não gostam de usar a bengala. Seria uma forma de substituí-la”.

Entrevistas (áudios):

O vereador Carlos Alberto Pereira (Beto Pereira – PSD) apresenta mais detalhes do projeto de lei aprovado em duas votações.

Para a secretária Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Tatiane Rodrigues, que acompanhou a votação do projeto, a iniciativa foi avaliada de forma positiva.

O estudante do último ano do curso de Publicidade e Propaganda, João Lima, de 21 anos, estagiário na Câmara Municipal e com baixa visão, enfatizou a relevância da lei.

Entrevistas: Divulgação / Câmara Municipal de Lorena

Fotos: Allan Gonçalves / Câmara Municipal de Lorena